Quando eu era garoto eu via meu pai com uma ferramenta na mão , eu sabia que ele queria consertar o mundo , eu notava que ele era cheio de intenções , e que fazia as coisas acontecerem
de modo natural , eu via um homem disposto a redesenhar o planeta mostrando a mim uma nova forma de entender o mundo a minha volta.
O mundo ainda era uma caixa de surpresas , e meu pai era um planeta girando em torno de mim, eu sabia que ele queria me dizer algo , mas sempre nos faltou palavras, eu compreendia nas atitudes mudas grandes mensagens subliminares, no dia a dia , e na hora de dormir , lá estava ele
tentando me dizer algo , e os dias passavam rapidamente , as noites sem dormir eram verdadeiros
carmas no desfazer de nossas frequências.
Meu pai me disse poucas coisas durante a vida , ma na verdade nem foi preciso dizer muita coisa
ele falava com o corpo , falava com os olhos , falavam com as mãos ,(falava com uma ferramenta em mãos) .
Um dia eu até tentei dizer eu te amo , mas amar e quase nada quando se tem o mundo inteiro para percorrer , quando se tem um rio inteiro para nadar , quando se tem uma noite inteira para entender mais de mil pesadêlos .
Pela vida seguem-se os caminhos , pela vida vamos em muitas estradas , pelos recomeços , pelos retornos , por cada vez que se pode dizer eu te amo, ainda se tem motivos para sonhar.
Por que é dificil suportar o que não se entende?
Por que é complicado entender as diferênças?
Ainda procuro uma maneira de dizer verdades e sentimentos,mesmo eu sendo assim tão diferente . . . . . . .
FERNANDO GIMENEZ
domingo, 20 de março de 2011
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