quarta-feira, 27 de julho de 2011

um anjo em mim.

   Mais uma vez , sozinho no meio de minhas angustias , mais uma vez procurando um lugar para se esconder, perdido no meio das minhas palavras , ilhado no mar da mentira, não entendo o porque de tanta confusão , não
sei o motivo de tantas linhas tortas e tantas escritas equivocadas, me sinto no meio do deserto com uma sensação de frio , um frio puro e sincero que vem do fundo da alma.
    O pior de tudo e ficar aqui sozinho , é acordar sozinho , e dormir sozinho , e sentar na arquibancada da vida sozinho , assistindo o clássico de DEUS contra o DIABO , e ver que o mau e o bem sempre me enganaram , e que hoje são grandes amigos , se alternando nos grandes eventos humanos.
    O mundo gira e as pessoas tem lá seus encantos! Mas eu como ser humano me sinto cada vez pior , e acho que é bom , esta sensação de abandono , que é proveitoso me deixar levar pela sinceridade da mentira , acho mesmo que quando eu tiver uma chance , vou resgatar em mim aquele lado provinciano sem culpa , assim poderei mentir com mais tranquilidade.
    Pensar em mudanças é algo cansativo , acreditar nas mudanças é mais cansativo ainda , por isso me considero uma estátua espiritual , cheia de verdades que só quem me sente pode notar.
    No entando em dias de guerra , o melhor que se faz e esperar o tiroteio passar , é se esconder dentro de um buraco bem grande onde não se possa ser notado , onde as pessoas ao seu redor sejam todas ,fugitivas , e os fugitivos sempre compartilham da dor da derrota , por isso o melhor que se faz é encontrar a si mesmos nas pessoas que nos rodeiam , para que não sejamos uma mentira , e sim uma luz no meio de qualquer tempestade .
    Mas oque fazer com tantos restos nossos espalhados em nossa mente?
    Mentiras e algo tolerável , o que nos deixa triste é a sensação de dor 
 que vem de você

  Fernando Gimenez.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

2 anos de FELIPE E GABRIEL.

      Parabéns á vocês meus filhos , FELIPE E GABRIEL , por estarem aqui  conosco a dois anos, por fazerem desta vida algo melhor para se viver , por mostrarem com gestos a verdadeira fórmula    do amor, obrigado
por terem até agora sido amáveis , sorridentes , companheiros , por estarem cada vez mais integrados no conceito de sociedade , por serem bons , e serem perceptíveis .
     Aproveito para agradecer pelas horas de sono que me fizeram perder , por darem todo dia uma birra diferente , por bagunçarem a casa , por derramarem suco por todo lado da casa , por sujarem várias fraudas por dia , por brigarem um com o outro e por brigarem com o DANIEL também , por terem estragado aparelhos de celulares , por rasgarem o sofá , e por derrubarem várias vezes a gaiola do TICO.
     Obrigado também por comerem vários pacotes de bolacha por mÊs ,por tomarem 3 caixa de leite também , por comerem bem e por estarem sadíos ao ponto de pendurar na cortina e arrebenta-la ,por fazer  do nosso carro sua segunda casa e consequêntimente deixa-lo o mesmo repleto de balas , bolachas , restos de todo tipo de comida .
     Obrigado por vocês existirem , por serem tão lindos e maravilhosos , por terem saúde e por nos dar alegria e muITOS momentos bons.
     Desejo a vocês toda paz do mundo , e vida PLENA na graça de DEUS .

    PARABÉNS papai ama vocês!

    Fernando Gimenez

sábado, 16 de julho de 2011

A química e a paz. . . .

  Quando eu tinha 15 anos , para se esconder da chuva eu ficava embaixo de um cogumelo gigante que existia no fundo do quintal da minha casa , lá eu consseguia me esconder da chuva , dos homens , dos medos que eu sentia , no fundo do quintal da minha casa moravam seres luminecentes , animais esverdeados , anões que voavam e estranhos pássaros azuis.
  Quando a vida ficava pesada e sem alternativas eletrizantes , eu me escondia lá , embaixo daquele pé de cogumelo , lá eu lia sobre LENON , aprendia sobre JESUS CRISTO , compreendia a relação desordenada entre o sim e o não , justificava para mim mesmo as minhas falhas , e já sabia que para mim as coisas não iriam ser fáceis , do ponto de vista realístico, ali, eu já podia compreender que aceitar a realidade ,seria a minha mais complicada tarefa , ao longo da minha louca existência.
   Naquele tempo , o tempo, como forma cronológica de vida, demorava muito para passar , e a falta de um sistema de pensamento lógico , cada vez mais me levava para o fundo de meus devâneios , eu até tentava sair e de vez enquando inventava algo normal para pensar , mas nada , que eu experimentava me tirava daquele mundo de química no qual eu vivia , muito pelo contrário , as canções ao meu redor me levavam cada vez mais a uma estrada de prata , no qual o meu veículo era um tapete voador , e com ele eu conhecia as mais longicuas terras , conhecia reis e reinados , soldados e suas guerras românticas , mestres e seus alunos enlouquecidos , todos em busca de suposta paz.
  Paz era tudo que eu precisava , respostas e um grande banho de água fria , acho que isso teria me curado , mas nada aconteceu ao meu redor , e alinhado com os planetas do meu universo eu vaguei , rodei por galáxias e constelações , conheci buracos negros , e fiz amizades nobres com grandes seres interplanetários , com eles aprendi a paz , aprendi o medo , e o respeito pelo inexplicável .
  Debaixo daquele grande pé de cogumelo eu conheci a vida , entendi o socialismo , fiz um curso de psicologia por correspondência e me formei doutor na arte de mentir, mentir até acreditar nas desculpas que eu mesmo criei , e como consequência disto encontrar o tão sonhado alívio imediato .
  Hoje eu sei que o pé de cogumelo não existe mais , e que as minha mentiras foram todas desvendadas , que as estrelas que eu conheci já se apagaram , e que o universo anda tão concorrido que nem se lembra mais de mim , hoje eu entendo que o mundo gira e que as guerras não são nobres , que o socialismo era uma grande mentira , e que KARL MARX era um grande sonhador.
  Hoje eu compreendo que amor só de MÃE ,e que prazer está cada vez mais interligado com o capitalismo , que o usuário agora tem lá sua dignidade ,e que o partido trabalista agora desfila em grandes carros importados.
  Mas mesmo assim não me canso de buscar uma sombra nobre , num lugar afastado , numa cidade lá ,para lá de BAGDÁ , onde possa sentar , escutar de novo o som do silêncio , onde eu possa ter uma nobre reação química sem explodir meus pulmões , e voltar de novo a sonhar!

Fernando Gimenez

    Fernando Gimenez

Um sonho chamado ISABEL!

   Na sala branca , na luta pela existência reage a doce menina , contra as contra indicações e todas as marés do planeta luta para existir a nobre menina , com cara meiga traços orientais e pele muito clara , ela luta e se mostra guerreira , no meio de tanta química , a menina sobrevive , pairando entre berços magnéticos e grandes equipamentos cibernéticos , pré progamados para faze-la reagir a qualquer custo.
   No meio da turbulência ecumenica uma chuva de orações derramam cachoeires de energia da mais positiva possivel , representando a nobresa dos pequenos que sobrevivem neste pais ela se sobresai e mostra a sua força em forma de repetidas batidas de um  coração tão meigo .
   Do lado de fora do vidro , um exército de seres humanos se revesam , na dura tarefa de aprender a ser humano , realizando o desejo universal de DEUS , exercitando a humildade.
   Com muita fé , fé na fé , fé em DEUS , fé nas lágrimas , todos vão indo , buscando respostas para aquilo que parece ser injusto, mas toda injustiça do mundo , é realmente sem resposta.
    Tempos de entendimento , de compreenção no que não se conssegue entender, de pura resignação na força do nosso criador.
     Obrigado ISABEL ! Pela sua docura , por não desistir , por estar ai de certa forma nos ensinando a sermos mais humanos , nos mostrando com seu rosto de anjo , o que é a verdadeira beleza .

     Fernando Gimenez
     
 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sobre o deserto de nossas mentes.

Porque a criação do que se tem de ser, está mais uma vez em jogo,o ato de ser estar e permanecer mais uma vez volta encomodar, nossos organismos cheios de água, vibram procurando respostas ,o que pode ser mais uma vez algo sem lógica , passa a ser meio comodo na complexa transição de ideologia .
Politicamente acredito que nascemos para nos alto punir, fazemos de nossas costas um tabuleiro onde o chicote da conciÊncia bate sem medo , misturando o sangue e o prazer de nos sentirmos préviamente aliviádos .
Mas quem poderia nos salvar dos males da existência, HÁ não ser DEUS? De que DEUS é feito a não ser de culpa da mais sublime que existe?
Como nós homens estamos lidando com nós mesmos? São tantas perguntas e tão poucas respostas , mas se procuramos respostas , porque nos concentramos tanto nas perguntas?
Seres humanos , lindos por si só , maravilhosos por si só , existem e logo morrem , deixando sabedoria, que se espalha em forma de fogo pelos confins de nossos paradigmas.
SERES humanos !
Humanos por si só , fazem de suas moradas verdadeiros ninhos de cobras.
Onde estão nossos medos e sonhos á não ser dentro de nossas imaginações suburbanas , como falamos em medo e pecado se não consseguimos decifrar as primícias dos nossos porques.
Falar de coisas além de nossos entendimentos nos poupa da vergonha da verdade , tentar enteder o universo nos poupa de nossa ignorância regional .
Vejo luz no fundo do túnel , vejo um túnel estreito , cabeças em forma de bits e bytes circulam e correm a velocidades extremas , todos indo em direção da luz , da luz no fundo do túnel.
Quero entender o existir , mas não conssigo entender a estreita amizade entre o sim e o não .
Quero pensar , mas preciso de paz , preciso de luz , preciso de ágUA.

Fernando Gimenez


Fernando Gimenez

misturando o desencanto.

A hora da verdade
o minuto da mentira
o segundo da vaidade
a intenção da ira!

O Despreso .
A dúvida
O desespero
O remédio e a cura!

O palhaço que encanta!
A menina que mente
O bebado que canta!
A BOMBA incandecente!

A idéia e loucura
o Homem é julgado
a droga não é pura
o asfalto todo queimado!

Restos de nós , naS bocas dos cães !

Fernando Gimenez

domingo, 10 de julho de 2011

Sobre Dona Irene

E a vida mais uma vez cumpriu sua rotina, afastando verdade de mentiras , sonhos de iluzões , meninos de homens , mais uma vez a história se repete , seja aqui , lá ou acolá, sem medo de
errar a vida nos faz pequenos , e nos coloca diante do mistério da morte.
Morte , morte ! Dona do destino de todos nós , sentindo assim parece que vivemos somente para
morrer , mas sabedores de nossas deficiências morremos de medo da morte!
Seja o passado seja o presente , seja a vida toda pela morte , ou sejamos nós humildimentes humanos , implorando para não morrer, correndo atráz do tempo , inventando química como forma de consolo , bebendo água pura como forma de mentira , quem vive mais ?aquele que aos 100 anos ficou em casa escrevendo memórias ?ou aquela que aos 56 andou pelo trilho na lâmina da faca amolada , correndo pela areia da borda do São Francisco , ou empurrada dentro de um ônibus para sonhar em SÃO PAULO?!!
Seja em qualque hora , em qualquer tempo , a morte vem , e nos leva , abrindo as portas da dúvida e nos deixando a certeza do medo.
Para quem nesta vida viveu de amor , viveu de ideologia , viveu de insatisfação , viveu de dúvidas , viveu de amor aos filhos dos filhos , viveu de entender a minha deficiência !!!
Para quem morre aqui e vive em memória verdadeira e honesta !
Para ela ,Dona Irene , um beijo e o meu muito obrigado!

Fernando Gimenez