terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Palavras mágicas ....(sobre histórias que só as vovós e vovôs nos contam)

    Era uma vez um menino
    que queria abraçar o mundo inteiro
    ele queria ter braços enormes
    e sem medo dar a volta no planeta. . . . . . . .

    Mas todas as vezes que ele se esforçava ele não consseguia
    e a tarde toda ele chorava , pois queria abraçar o mundo todo
    e desanimado e desconsolado ele pensava
    o que eu vou fazer para abraçar o mundo todo . . . . .

    A todos ele questionava : como vou abraçar o mundo todo?
    mas ninguém lhe dava uma resposta ,
    e  mais uma vez a tarde toda ele chorava
    tentando abraçar o mundo todo . . . .

    Mas um dia sua vóvo lhe deu livro ,
    e algumas histórias maravilhosas ela lhe contava ,
    e com muita atenção o menino ali escutava
    e sua cabeça por todos os mundos então viajava . . . . . .
  
    E como num passe de mágica lhe veio o entendimento .
    que os braços que ele tanto sonhava
    não estavam no seu corpo de menino
    mas sim no seu coração e na sua cabeça de aprendiz . . .
  
   E o menino agora feliz viaja
   e o mundo todo ele abraça
   lendo sonhando e aprendendo
  com os livros que a vovó lhe repassa. . . . . . .

  Fernando Gimenez

triste fim do carnaval paulistano de 2012


   É MAIS um final de festa , e como não se podia deixar de ser , termina tudo em pancadaria , parece que virou moda , o jogo termina em pancadaria , a festa termina em pancadaria , na porta da boite o mendingo é espancado , e na porta da escola nossos filhos são espancados , é só mais um episódio estranho e corriqueiro , que por moda e tendência social esta tomando conta de nossos dias , quem bate muitas vezes desconhece os porques, quem apanha , apanha conformado e aliviado por não morrer , não sei bem onde estamos indo , mas sei bem o que estamos passando , a intolerância está definitivamente estabelecida em nosso convívio social , não temos tempo para entender isso estamos correndo muito , e as tendências sociais não nos permitem pensar sobre estas atitudes , o velho homem , que antes matava para comer , agora mata para sorrir , o velho homem que antes em posição semi ereta se fez de primata a bipede , agora em exelência procede como um animal carnivoro em busca de auto afirmação , é tempo de pedir paz , se não for pela paz pois mais nada será.
  Triste fim do carnaval paulistano.

  Fernando Gimenez

VERDADE URBANA. . . .

VERDADE URBANA . . ..

   Até hoje ,ainda ando pelas ruas , tento fotografar na minha memória cansada os pedaços de ruas que encontro pelo caminho , sinto em cada
calçada quebrada , em cada via esburacada que a as ruas se fazem em mim,
e eu me faço nelas.
   Converso com os mendingos calados , com os loucos alucinados , pergunto sobre o dia do amanhã , eles me compreendem e eu os idolÁtro, o medo que residia neles, agora é passado , o medo que reside em mim, todos os dias se faz presente.
   As pessoas , os carros , os animais em curso pela rua , todos com um objetivo pleno de chegar , chegar em algum lugar , mas é mera lógica , todos nós, estamos indo para o mesmo lugar.
   Não tento ter iluzões , a rua por si só , é uma grande iluzão , as mentiras em placas de neon , não me deixam esquecer nunca quem eu realmente sou , e a indecifrável linguagem da convivência nos carrega dia após dia ,a rua me leva , e eu me deixo levar por ela.
   Não existe saída para quem se entrega , não existe compreenção para que se nega a entender , e o fato de viver e chegar ao fim do dia nos faz sentir vencedores , vencendo dia após dia , morrendo e nascendo dia após dia .
   Somos loucos somos perdidos , estamos em conflito com o nosso interior , estamos na rua , e o que mais importa, é sentir que  o dia morre na noite ,e nada pode ser mudado sobre esta verdade.
    Um abrigo , um pedaço de construção sem fim , uma igreja , um louco dizendo verdades , uma mulher atravessando a rua , um pedestre que se joga embaixo do caminhão em fúria , uma vitrine , vários bÊbados na calçada tentando atravessar a rua há anos , muitos sonhos muitos desenganos , e a rua segue tranquila , sobre o olofote da burguesia em extase , sobre a proteção do camelô , a rua segue em seus centenários anos de existência .
    EU acredito nas verdades da rua , e sobrevivo delas ,entendo os perdedores e aplaudo sem culpa os que venceram na rua , mas acredito no acaso da vida , e me coloco em paz , me compreendo ,me encontro e me sinto vivo , (apesar de estar praticamente morto,)...  todas as vezes em que, estou na rua.
   FERNANDO GIMENEZ
   CRÔNICAS E DELIRIOS. . . . .
   Fernando GIMENEZ

sábado, 18 de fevereiro de 2012

carnaval. . . . . .


    DIA de euforia
    dia de alegria
    dia de ser tapeado
    dia de ser ridicularizado. . . .. .

    Brasil país do carnaval
    país de RUI BARBOSA
    PAIS DE OSVALDO CRUZ
    PAís  DOS ANIMAIS. . . . . . .

    No carnaval me sinto tão só!!!
    No carnaval somos todos tão sózinhos , que da dó!!!!!
 
   Nas ruas foliões
   palhaços
   travestis com máscaras (homens adormecidos)
   cadavers e bebados !!!!!

  Nas estradas o carnaval transforma em carne viva , os seus herdeiros velozes . . . . ..

 Mas mesmo assim , ainda somos Brasileiros , ainda somos carnavalescos , ainda nos damos em troca de alguns dias de mentiras .......!!!!!
 
   Salve o carnaval , salvem os futuros bebes , vítimas do carnaval !!! Salvem a nossa história , salvem os nossos palhaços de plantão , amor de verdade só de mãe no carnaval é so amor carnal , mas vale a pena
viver sem pena , ter motivos para rir , gritar , esperniar e urinar nas calçadas como se fossemos animais !!!!
   Salve o carnaval . . . . . ...

  Fernando Gimenez