sábado, 28 de maio de 2011

Só pode ser DO Fábio que estou falando. . . . . . .



Era uma vez um menino , calado , comprometido , verdadeiro e com um certo olhar perdido na sua existência , um garoto de paz , de explicações claras e de existência franca, acertado em si próprio com um diálogo curto e claro , meio que sem perspectivas existênciais falava com os olhos ,o que as vezes eu esperava escutar com palavras.
Era uma vez um garoto homem , menino calado com cara de quem queria mudar o seu mundo, que procurava no sorriso franco se afirmar naquela sua nova situação de vida.
Era uma vez um menino intelectual , amável e educado por natureza própria , que tinha no seu hábito de viver a nobreza de não incomodar , de se auto doar em função da paz no seu espaço vital.
Era um rapaz diferente , que não se deixava notar , mas que tinha atitudes notáveis se mostrando um grande companheiro.
Mas um dia este rapaz se apaixonou , e encontrou nas reluzentes pedras verdes da paixão um motivo maior ainda para se fazer presente , demonstrando que o amor ainda é uma grande forma de se encontrar a paz .
Fernando GIMENEZ

palavras.


Se eu respirasse o ar de CARLOS DRUMOND DE ANDRADE , eu talvez fosse um pouco mais mineiro que sou , talvez eu entendesse o apelo triste e melancólico que nos faz acreditar na cultura
do amor mais puro do mundo,se pelas minhas veias sem origem certa tivesse o sangue dos nelores em suas pastagens verdes , quem sabe eu desse mais valor a cultura do amor mais puro do mundo.
Se um dia destes cinzentos , eu parasse para lembrar do sol que todo dia batia em meu telhado , talvez eu hoje tivesse menos motivos para não esquecer meu passado , se por ventura o chão que eu piso agora fosse uma terra vermelha lá do triângulo mineiro quem sabe , eu até pudesse falar com propriedade sobre coisas tão puras , ou quem sabe falar do amor mais puro do mundo.
Se no código secreto que DEUS não me deixou fazer parte ,estivesse aqueles cromossomos com marca registrada , que meus fieis companheiros ou irmãos postiços tem , quem sabe , eu não estaria tão perdido como estou hoje.
TODAS as vezes que eu olho para aquele menino de olhos claros , eu sinto o que me falta , eu sinto o que eu sempre busquei e nunca encontrei , aquele menino sorri com um certo ar de soberba , mas ele pode fazer isso, porque ele tem no seu interior o tão sonhado código secreto , a ligação supra real que o faz saber sem perceber que está no lugar certo.
É como se fosse uma grande chave para um mistério sem solução , pois quem vive em mim sou eu , quem vive por mim , pode ser qualquer um, qualquer um que tenha por primazia o conceito da pena estabelecido em si só.
Se por algum motivo eu respirasse o mesmo ar que CARLOS DRUMOND DE ANDRADE , com certeza eu não estaria aqui agora, talvez eu estivesse dormindo , esperando o dia chegar , refazendo a vida a cada instante , tendo nobres motivos para não precisar apelar para a fuga , toda vez que me sentisse só , se eu comece da mesma comida dos sãos , quem sabe agora eu não estivesse preso dentro de minhas deficiências , amargando cada resto de mim nas latrinas da solidão.
Não quero mudar o mundo ao meu redor , quero me mudar ao redor do meu mundo , a visão que me afeta agora não é o contexto real e sim o espelho da minha cabeça , este sim me condena todos os dias , o implacável espelho ,ele não me deixa esquecer nem um momento se quer quem realmente eu sou .
Não estou perdido , porque na verdade nunca me encontrei , e para ser honesto eu não desejo mesmo me encontrar , tenho medo de mim mesmo e sei que sou capaz de mentir para mim mesmo , por isso me deixo por ai .
AH! SE EU RESPIRASSE O MESMO AR QUE CARLOS DRUMOND DE ANDRADE.
Fernando Gimenez

QUEM SÃO ELES ?


Era uma vez uma menina , que só queria mais um dia de vida , que lutava contra as evidências e somava dia após dia horas intensas de vida própria .
Era uma vez um menino , que sem medo de existir nasceu em plena américa latina , que correu por entre campos sem vegetação que comeu na mesa junto com a sua própria sentença de vida.
Era uma vez vários meninos e meninas , que com suas vidas pagaram pelo erro de seus coronéis que com seu sangue lavaram a honra de seus pais ,pedaços secos da mata em galhos.
Era uma vez meia dúzia de mendigos , que com suas barbas imundas varriam o chão da metrópole e seus olhares secos nos culpavam por seus destinos tão improváveis .
Era uma vez um bancário que sem piedade montou uma nação , e com sua caneta fria escreveu nossos destinos , em meio de empilhadeiras mecânicas.
Era uma vez uma cidade inteira , refém de sim mesma comprimida entre o mar e a montanha , sem direito de fugir de si própria afogada na fumaça ácida de seus construtores .
Era uma vez uma menina da periferia , que por onde passava coloria a rua , lavando o sangue dos justos com seu sorriso de paz .
Era uma vez uma história de concreto vidro e metal , uma história de amor ódio e recomeço , uma história de sobrevivência chamada :SÃO PAULO.
(Fernando Gimenez)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

26 de julho de 1970

É dia de arte , e de plena realização é momento de se largar tudo e observar atento , o maestro e sua orquestra fazem do templo um lugar de plena adimiração , o olhar negro , o ponto de vista certo e a maneira correta de conduzir as coisas , dão a clara evidência positiva que todo Brasileiro precisa para se sentir gente.
No cenário ainda analógico , o que mais se pode notar é a alegria exposta como uma fratura na perna de um europeu soberbo , ele tem nome , pode se chamar de EDSON , mas não é o THOMAS EDSON , é o nosso EDSON , é momento sublime , hora de olhar para frente de olhos abertos , colocar ela lá dentro , do lugar de onde ela nunca mais vai sair , porque olhando no VIDEO TAPE , a impressão que se tem é que ela nunca mais vai sair lá de dentro .
E publico e notório a expressão de espanto nos olhos deles , depois de perderem o rumo em 1945 agora tão sem rumo novamente 25 anos depois .
Na tarde iluminada do dia 26 de julho o que se podia sentir é que algo muito diferente iria acontecer , estava meio que escrito nas linhas improváveis da historia que os negros , índios , mestiços e outras raças derivadas do desastre colonial , iriam de alguma forma dar o troco aos seus francos juízes , aos seus carrascos FACISTAS , aos meninos de azul ,condenados sem julgamento a viver seus dias de tormentos em plena américa latina , ao som das guitarras caladas de GUADALAJARA , era ali agora a hora da verdade.
Olhando a imagem nota-se uma entrega total por parte de nossos heróis tupiniquim ,uma determinação que só tem quem está cansado de apanhar , quem já vinha de longas ditaduras morais e intelectuais , era ali o quadro da virada , era o sonho do JOÃO , do JOÃO SEM MEDO ,
se tornando realidade , era a sensação mais intensa que um pobre latino americano podia sentir, em pleno começo de década , em pleno começo do fim , na RUSSIA guerra fria , em Moçambique pernas voavam por as minas bombásticas , mas ali , ela corria para lá e para cá , o AMARELO contra o AZUL e desta vez não se tinha metralhadoras , e nem fuzis , e em troca não se precisava mais herdar material de guerra vencido , viva o nosso dia, o dia de todo Brasileiro , o dia em que éramos consolidados como gente , o dia que finalmente nos sentimos gente , aquela batalha foi a batalha do povo , dos pedreiros , dos doutores , dos sonhadores , foi a primeira vez que nos sentimos todos iguais , sem precisar sangrar a favor de nenhuma entidade carente de inteligência humana , uma batalha que até hoje é vista e revista , e até os grandes estrategistas não conseguem compreender a sua nobreza , o dia em que todos fomos negros , brancos e mulatos , o dia em que o mundo se viu prestes a verdade e a grandeza de uma nação.
Do ponto de vista social , levando em conta todas as nossas fraquezas , naquele dia nunca fomos tão brasileiros.
No dia 26 de julho de 1970 , FÉLIX , CARLOS ABERTO , PIAZA , EVERALDO ,BRITO ,PELÉ JAIR (FURACÃO) TOSTÃO ,CLODOALDO , GERSON,ROBERTO RIVELINO e todos os brasileiros do mundo , ensinaram que uma nação se faz contra as evidências , que um povo se forma contra as tendências , que uma equipe e feita de todos e depende de todos para se tornar forte e verdadeira , e que ser brasileiro é ser um vencedor desde o primeiro dia de vida .
(Fernando GImenez

sobre o meu amigo José.

eu tenho um amigo José
ele não me suporta
pega no meu pé !!

eu tenho um amigo José!
ele não me entende!!
pega no meu pé!

eu amo meu amigo José!
ele me ama !
mas pega no meu pé!

eu conheço o pensamento do meu amigo José!
ele não me entende!
e pega no meu pé!

eu vejo nobreza no meu amigo José!
ele disfarça !
e pega no meu pé!

eu nao entendo a vida sem meu amigo José!
ele grita , e me espulsa do seu pensamento.
mas não me esquece e pega no meu pé!

O meu amigo , olha o mundo de maneira objetiva , e não aprendeu a sonhar , ele tem
21 motivos para me odiar , mas no final aprendeu a me amar.

Mas em algum lugar do mundo , tem uma caixa escondida , tem um tezouro lá dentro ,
que pertence ao meu amigo José ,ele tem bom coração , entende minha fraqueza!

Meu amigo José me ensinou a pensar calado , a entender o mundo de forma geométrica ,
Meu amigo José não é matemático , mas me ensinou a equação da verdade.

Meu amigo José , não é pescador , mas me ensinou a gostar do mar. . . . . .

(Fernando Gimenez)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

leia em voz alta ,e de preferência gritando. . . .

santificado o santo , paralizado em frente do altar , idolatrado manto maneira nobre de aceitar...
refém do medo de si mesmo , do apelo do seu ser estar e permanecer , saudades de viver. . . .
atraz de qualquer idéia perto do fim da leréia , atraz do manto sagrado, sacrifício calado. . .

salve o velho poeta , cheio de antigas idéias , morto pelo seu próprio cinismo , burguês sem raciocinio. . .
salve a ideologia pagã , cama ,mesa e banho , salve o retrato falado pastor e seu rebanho. . .
o acaso o descaso , o louco e o calado , a vida toda sem pensar agora a morte a recitar. . . .

Adeus velho mundo , e todos seus filhos imundos , cães sobreviventes senhores decadentes. . .

Fernando GImenez

SOBRE O AMOR!

um dia eu aprendo a amar,um dia eu conssigo me amar!
não sei bem o que fazer quando o chão some dos pés!
não conssigo estar perto de um final feliz!

o amor deveria se vender em farmácias !
eu compraria vários comprimidos de amor!
eu beberia todos de uma vez !
que coisa boa! overdose de amor!

mas eu não aprendo amar!
não conssigo amar como um ser humano comum!
o amor não me conquista !
e eu não conquisto o amor de ninguém!

eu queria muito poder amar!
saber a medida certa do amor!
um copo cheio de amor!!
uma xícara quente transbordando amor!!

eu queria ter um cão que me amasse!
queria ter um peixe que me amasse!
gostaria de saber o preço do amor!
eu venderia meu coração e pagaria para ter o seu amor!

te amo FERNANDA!

sábado, 14 de maio de 2011

Entrega com hora marcada........



Da Uva se faz o vinho
Da água se mata a sede
Do terremoto se faz a força
Do dragão se faz o fogo.

Dos seu olhos eu fiz minha estrada.
Da sua boca saiu meu alívio.
Da sua cama o meu terremoto.
Dos seu jeito de andar nasceu meu fogo.

Te amo.

Fernando Gimenez

sobre o social .


Existe algo novo no universo das palavras, tem alguma coisa nova acontecendo , algo que até então não acontecia , uma química baseada na liturgia de palavras novas que coexistem sem
medo de ser o que são.
A televisão não mente , e sinto que atravessando o vidro do tubo eu também posso ter a sensação de estar falando e levando a verdade , por mais mentirosa que ela seja, por mais estranho que seja mentir por questões tão nobres .
Eu sinto um cheiro de grandes mentiras no ar, um jogo de palavras pré ensaiado baseado num esquema antigo de iludir e enganar pessoas, existe algo que eu não consigo entender , é o porque de tantas coisas acontecerem ao mesmo tempo, de um lado a política com aquele discurso antigo de resolver o óbvio e esquecer das causas , de outro a figura humana transformada num tipo de referência do mais que perfeito.
Sinto falta de novas propostas , tenho medo do futuro , medo de ver meu pais pagando o preço da vaidade pessoal de uma meia dúzia de emergentes , que nada mais são que produtos que por um acaso nobre , estão na moda .
Ficar sem pensar é algo ruim , ficar sem pensar nos coloca como vítima da dança das palavras,nos coloca vulnerável de ante da maneira mais nobre de se vender qualquer produto, agente não pensa, compramos qualquer coisa que nos oferecem.
Políticamente falando , o partido vermelho nos ensinou o quanto é ruim não querer pensar,
o quanto é ruim acreditar em contos de fadas , o quanto é difícil não se ter armas para lutar.
Somos milhões , somos muito mais que milhões , somos o que restou da antiga nação tupi guarani, mesmo que misturados , mesmo que pardos , mesmo que negros , mesmo que alemães e italianos , somos no fundo todos tupi guaranis , arrancados de nossa terra , remanejados de nossos berços , massas de manobras de uma grande corporação chamada POLÍTICA , somos brasileiros em busca de pão vítimas da dança das palavras , vítimas da insatisfação de uma meia dúzia de imperadores ,sub produto da ignorância de alguns emergentes , somos um pedaço de nós mesmos em busca de pão.
Não existe futuro sem presente , e é realmente estranho não se ter passado , mas esta receita necrófila nos fez muito mais brasileiros do que nunca, não se pode acreditar nas palavras sem antes te-las conhecido , não se deve comprar aquilo que não tem sentido , não deve enganar ao ver um conto de fadas no cinema revelar a vida de qualquer um de nós brasileiros (pois todos nós somos emigrantes famintos ) ,não se deve deixar o apelo de igualdade tapar os olhos do futuro dos nossos filhos , é preciso entender que a cada dia se faz um pais , e o resultado de nossos esforços deve vir ao longo do tempo , deve estar acontecendo algo no pais tupiniquim, acho que estamos flutuando na ignorância de nossas escolhas , mas se ser democrático é ter o direito de escolher , dar a chance de aprender ,deve ser o dever de nossos lideres.
FERNANDO GIMENEZ

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ausência de mim mesmo!


a estranha mania de acreditar
o encontro dos dias ...
a união dos tempos . . .
tecnologia a toda prova , gerações eletrônicas de pessoas de plástico .
tempos de sorrir sem vontade. . .
momentos de pura vaidade. . . .

os meninos agora vestem branco e preto . . . .
os sonhos estão dentro de um guarda roupas , e as roupas estão dentro do baú . . ..

(naves espaciais , bombas atômicas , motocicletas prateadas , amor , paz e muita loucura)

FERNANDO GIMENEZ

segunda-feira, 2 de maio de 2011

ponto de vista crônico.

os dias aqui passam lentos, e as pessoas parecem cansadas!
os dias aqui passam lentos, e as pessoas parecem atordoadas!
os dias aqui passam lentos, e as pessoas parecem eletrocultadas!
os dias aqui passam lentos, e as pessoas parecem desnorteadas!

nas escadas rolantes ,as pessoas parecem que estão sendo fabricadas!
nas escadas rolantes ,as pessoas parecem que estão sendo estampadas!
nas escadas rolantes ,as pessoas parecem que estão sendo remontadas!
nas escadas rolantes ,as pessoas parecem que estão sendo empurradas!

no deserto a plena luz do sol , as pessoas parecem que estão sendo queimadas!
no deserto a plena luz do sol , as pessoas parecem que estão sendo testadas!

sera?

(fernando gimenez)