santificado o santo , paralizado em frente do altar , idolatrado manto maneira nobre de aceitar...
refém do medo de si mesmo , do apelo do seu ser estar e permanecer , saudades de viver. . . .
atraz de qualquer idéia perto do fim da leréia , atraz do manto sagrado, sacrifício calado. . .
salve o velho poeta , cheio de antigas idéias , morto pelo seu próprio cinismo , burguês sem raciocinio. . .
salve a ideologia pagã , cama ,mesa e banho , salve o retrato falado pastor e seu rebanho. . .
o acaso o descaso , o louco e o calado , a vida toda sem pensar agora a morte a recitar. . . .
Adeus velho mundo , e todos seus filhos imundos , cães sobreviventes senhores decadentes. . .
Fernando GImenez
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