domingo, 13 de fevereiro de 2011

sobre são paulo. . . . .


vivendo em meios tão complexos , rodando por ruas e avenidas infinitas , vagando pelos viadutos da metrópole , eu procuro me encontrar, em cada sinal de parada , em cada placa me dizendo para seguir em frente eu vou indo,a cidade é meio suja e meio enigmática , tem caminhos alternativos ,rotas alteradas a todo momento , a cidade é um grande quebra cabeças , a cidade quebra muitas cabeças . . . . .Olhem só para os motociclistas !!! eles tentam chegar sempre a lugar nenhum , suas máquinas barulhentas percorrem os carros , ônibus , ruas e avenidas , ostentando a promessa mentirosa de se chegar mais cedo!
O vidro do carro não mente e revela uma cidade triste , um lugar divido entre mentirosos e humanos , um lugar complicado de se meter , mas mesmo assim eu vou em frente , e a todo momento uma sensação de culpa me invade ,uma sensação de impotência me diz que sempre eu vou estar aqui ,neste lugar no meio da eterna confusão urbana.
A cidade é assim .
A cidade é um pedaço de todos nós representados em vidro concreto e metal , a cidade esta no olhar de cada mendigo , na mentira de cada pedinte , na versão clássica de cada emergente ,no pedido de socorro de tantos solitários.
A cidade é um pedaço de cada janela de apartamento, é a explicação mais sufocada de cada nordestino ao pedir um lugar nesse espaço .
A cidade graças ao bom DEUS é nordestina , chinesa , japonesa ,paraibana,africana ,protestante árabe , muçulmana e as vezes ela é meio fria e sem luz no fundo do túnel .
A cidade é assim .
mas é impossível de não ama-la.

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