domingo, 14 de agosto de 2011

um amigo .....

   
     A sensação de perda me tocou novamente , levou de mim uma certeza nobre que eu tinha em dias muito melhores , todas ás vezes em que vejo um anjo sem asas , com o futuro questionado pela falta de um pilar
em sua estrutura biológica , eu me pergunto , o que se deve fazer para não precisar entender a vida da forma
objetiva que ela é.
     Entender a morte , em pleno século 21 , realmente é algo confuso , há meio de grandes evoluções tecnológicas , equipamentos cada vez mais sofisticados , remédios que penetram em nossas células , mudam
antigas concepções de doenças tão tenebrosas , eu fico aqui sozinho escrevendo , e pensando , o que realmente
está errado , o que comemos ?Ou o que vomitamos ?!
     A vida baseada na morte , a morte esperando sempre uma chance da vida , dias de muita agonia , choros , lamentações , promessas , a morte aparece do nada , desliga o bip da vida , desfaz as palavras do médico ,
  o médico sempre com aquele olhar de que fez tudo que pode , e nós !? Sempre esperando o próximo amigo , o próximo velório , a próxima história de dor e tristeza .
     Não sei porque , mas aqui na américa do sul é assim , estamos sempre lutando com nossos devâneios , estamos sempre correndo atráz de nossos desafetos , o dia após a morte , o dia após a vida , explicações ,
palavras sem muitas sustentações .
     Se nós pudessemos refazer o passado , talvez nos lembrácemos de não estar assim tão decadente todas as vezes que a morte aparece , todas ás vezes em que a vida se vai , todas as horas em que o tempo se acaba e não nos resta nada , há não ser lembranças.
     Para meu amigo LUCIVÂNIO , desejo ve-lo em paz , feliz , sorridente como sempre o via , espero que esteja bem , e que com sorte recomeçe em algum lugar onde as dúvidas modernas não o deixem sofrer.
      
      Fernando GImenez

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