Todos os dias são assim , começa cedo , logo e meio dia , derrepente são 17 horas e a noite vem , nos leva por nossos caminhos , o tempo nos traz sinais , e os sinais não nos deixam caminhar em paz , são dias e noites e madrugadas de sono incerto , as luzes não mente , e a cidade inteira corre a mercÊ de nossos destinos.
Olhando o relógio às vezes nos sentimos acuados , os ponteiros vem e passam por nós como se fossemos apenaz pessoas , pessoas que se intimidam e correm para não perder aquilo nunca vamos ter , o tempo!
Medidas e mais medidas , minutos , segundos , horas , iluzão sob a incerteza , coração batendo sincronizado com o relógio , a máquina medindo os batimentos , o tempo não nos deixa respirar, e assim morremos a cada segundo , assim nos deixamos morrer a cada minuto , correndo sempre correndo , como ratos , como cobaias de uma experiência divina , somos nós assim mesmos .
Hoje é sexta feira , todos os dias são sexta feira , mesma temperatura , mesma chuva , mesmo sol , mesmos momentos de exitação plena , assim as coisas funcionam , ou assim as coisas se misturam , como balões na festa de aniversário , como pombas brancas no desfile do dia de ações de graças ,é como um pedaço de dias e dias passando , sem controle , sem direção certa , acho que só podemos contar com a sorte , a sorte tão buscada que nos leva a morte tão odiada.
Mas é sempre assim , seguiremos deixando nossos rastros pelo chão do tempo , seguiremos fazendo nossos sinais pelos dias de nossas vidas , ganheremos dinheiros iremos comprar casas , teremos automóveis e com sorte voaremos de avião pelo planeta , mas no final vai ser sempre assim , dias , horas , minutos , segundos e muita sorte , muita sorte e depois de tudo , a morte.
FERNANDO GIMENEZ

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