Eu que ainda espero um telefonema seu, ainda acredito que as estações irão passar , mas no final , eu terei um telefonema seu , com as posições do relogio decoradas na cabeça , eu observo os seus vestigios , rastros
que você fez questão de deixar em todos os lugares onde eu sobrevivo, é noite , é hora de dormir , mas infelizmente o meu remédio acabou , e angústia tomo conta de mim , e dormir neste momento é o que eu menos preciso.
Eu ainda saio na rua , observando atentamente os lugares no qual você existia , observando e tentando te achar no meio de tantas evidências , o farol bate e ilumina a rua , mas para meu desespero , você não existe mais naqueles lugares, eu bem que fui avisado , bem que fui alertado , mas não tive coragem de acreditar no óbvio , eu não quis ser sincero comigo mesmo , e acreditei numa mentira que eu mesmo fiz questão de contar.
Ainda existe um jardim , bem ali debaixo daquele prédio tão antigo , derramam lá todos dias milhares de lágrimas digitais , eu nunca tinha ido até lá , mas hoje eu resolvi descer e enteder o que te comovia , há meio de tantas confusões étnicas socias.
De você eu nunca quis nada, não quis beijo , não desejei saliva , não senti vontade de mentir , eu só quis te olhar , olhar nos olhos , e beber no seu copo , para saciar a minha sede de paz , de você eu só precisava escutar um boa noite , um olá , ou um talvez quem sabe , "um dia "!
Ando por ai , não te vejo mais , sei que nunca mais ou te ver , talvez fosse um acerto de contas , talvez fosse uma prévia , mas essa vida não nos da a chance de escolher , ela escolhe os caminhos , não a alternativa no momento da evidência final.
Por onde for me leve , por onde eu for te levo , quando escolher me escolha , quando amar me ame , quando chorar me deixe sentir , quando sorrir se lembre de mim. . . . . .
Fernando Gimenez

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