Aconteceu de novo , a estranha mania do existir nos pregou uma peça novamente , engraçado falar de vida , e depois ter de falar de morte , como se não bastasse a nossa ignorância , agora temos que tentar entender a base de tantos porques ,um dia rindo o outro calado com o corpo coberto de flores .
Quem sabe , que entende ? Um sorriso mil sonhos , mil dias de vida , e logo no dia da existência , a máquina não deixa a mentira continuar , e a vida se acaba , a mesma vida que nos faz caminhar , que nos faz querer ir além , além da alma , além de nossos limites , se queremos voar , se queremos viajar , a vida nos prega uma peça , nos coloca calados bem arrumados com o corpo coberto de flores.
Entender a morte , saber mais sobre a vida após a morte , justificar nossos sofrimentos , e nos consolar com a nossa burrice espiritual , isso sim nos faz ir adiante , a nossa ignorância insensivel , nos da a chance de irmos enfrente , mas pensando bem , é melhor assim , não saber nada sobre a morte , há não ser , enterrar nossos mortos , e chorar pelo menos por um dia por eles , lamentar e dizer frazes feitas , isso sim é o nosso dever , acompanhar o morto em sua trajetoria final , em sua ida para o nada , para o incompreendivel , para fim de sua estadia .
E aqui ficam , roupas , carros , sapatos , dívidas , amores e desamores , e também alguns retratos , que por incrivel que pareça , nós não sabemos o que fazer com tantos retratos, mas os que morrem nascem em nossos prantos , os que morrem , nascem em nossos choros , e vivem para sempre nas nossas fantasias juvenis .
Dar ADEUS , dizer o pouco que sabemos sobre nós mesmos , a morte leva quem nós de certa forma amamos ou até odiamos , a morte que concerta algumas situações , e deixa o seu rastro em forma de saudade.
Quem vive , vive pelo desvio da morte , quem morre vive pela consagração da morte .
Fernando Gimenez
Quem sabe , que entende ? Um sorriso mil sonhos , mil dias de vida , e logo no dia da existência , a máquina não deixa a mentira continuar , e a vida se acaba , a mesma vida que nos faz caminhar , que nos faz querer ir além , além da alma , além de nossos limites , se queremos voar , se queremos viajar , a vida nos prega uma peça , nos coloca calados bem arrumados com o corpo coberto de flores.
Entender a morte , saber mais sobre a vida após a morte , justificar nossos sofrimentos , e nos consolar com a nossa burrice espiritual , isso sim nos faz ir adiante , a nossa ignorância insensivel , nos da a chance de irmos enfrente , mas pensando bem , é melhor assim , não saber nada sobre a morte , há não ser , enterrar nossos mortos , e chorar pelo menos por um dia por eles , lamentar e dizer frazes feitas , isso sim é o nosso dever , acompanhar o morto em sua trajetoria final , em sua ida para o nada , para o incompreendivel , para fim de sua estadia .
E aqui ficam , roupas , carros , sapatos , dívidas , amores e desamores , e também alguns retratos , que por incrivel que pareça , nós não sabemos o que fazer com tantos retratos, mas os que morrem nascem em nossos prantos , os que morrem , nascem em nossos choros , e vivem para sempre nas nossas fantasias juvenis .
Dar ADEUS , dizer o pouco que sabemos sobre nós mesmos , a morte leva quem nós de certa forma amamos ou até odiamos , a morte que concerta algumas situações , e deixa o seu rastro em forma de saudade.
Quem vive , vive pelo desvio da morte , quem morre vive pela consagração da morte .
Fernando Gimenez

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