quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Em memória do ultimo garoto de Chernobil


     Eu nunca fui pago para falar de amor
     Não me interessa a sua dor
     Não acredito em natal
     Não compro nada que me pareça banal

    Eu sou filho do pais de ferro
    Não tenho heróis e nem berço de cedro
    Nunca tomei coca cola
    Me obrigaram bem cedo aprender a história

             Eu sou filho de uma ditadura
             Bem novo já me deram a armadura
            Lutei na guerra sem saber porque
            Melhor assim , melhor do que morrer.

         
  Mas e agora !?
  A cortina caiu ,
 a bomba explodiu

  Quem estava de lá muro ?
  eu nem conhecia !
  eu nem existia !
 
     Eramos todos iguais ,
     Mortos , sozinhos e tristes !

    (Em memória do ultimo corpo encontrado nos arredores da usina de CHERNOBIL )

    Fernando GImenez 

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